O Uruguai é uma verdadeira ponte entre as práticas europeias e as norte-americanas

O consultor da AEC, Eli Gould, e a arquiteta Josefina Pallas destacaram o potencial internacional do Uruguai
Data de publicação: 09/10/2026
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Para uma empresa que busca um parceiro internacional nas áreas de arquitetura, engenharia e construção, a capacidade técnica é tão importante quanto a capacidade de se integrar a uma equipe, compreender as particularidades de cada projeto e cumprir os compromissos. Nesses aspectos, o Uruguai tem uma proposta a oferecer. Isso foi destacado por Eli Gould, arquiteto, consultor de negócios em AEC e diretor da STIX, L3C e STIX Canada Ltd., e por Josefina Pallas, arquiteta uruguaia especializada em BIM e cálculo da pegada de carbono, Product Owner da One Click LCA e sócia da STIX Canada Ltd.

Ambos participaram como palestrantes do workshop “Como ingressar e crescer no mercado de serviços AEC nos EUA”, organizado pela Uruguay XXI com o apoio da CUSAI, e identificaram oportunidades para conectar o talento uruguaio às necessidades dos clientes nos Estados Unidos e em outros mercados. Suas perspectivas coincidiram no sentido de que a experiência dos profissionais do país e sua capacidade de agregar valor podem contribuir para resolver os desafios de um setor que avança em direção a processos mais digitais e industrializados.

Competências digitais e equipes com experiência internacional

Gould identificou na prática digital um dos pontos fortes do setor no Uruguai. “Eles estão muito avançados na prática digital, em BIM e em modelagem”, afirmou. A essas competências, ele acrescentou a presença de equipes integradas, acostumadas a trabalhar juntas, e a experiência em projetos europeus e norte-americanos.

Para os clientes internacionais, esse histórico oferece uma base para estabelecer relações com profissionais que já conhecem diferentes formas de trabalho. “Eles são uma verdadeira ponte entre a prática europeia e a norte-americana”, observou Gould, que também destacou que muitas empresas uruguaias têm clientes em ambos os mercados.

O especialista vê possibilidades concretas de colaboração nas áreas de habitação e construção com madeira maciça estrutural (mass timber). Conforme explicou, a escala e o nível de desenvolvimento das empresas uruguaias permitem que elas complementem as empresas norte-americanas que enfrentam dificuldades para atender a determinadas necessidades nesses segmentos.

Projeto que agrega valor à construção

Pallas, especialista em BIM e na integração de informações ambientais para calcular a pegada de carbono de edifícios e materiais, associa as oportunidades à transformação dos processos construtivos. A crescente industrialização, especialmente na área de pré-fabricados, exigirá projetos que possam ser transferidos para a fabricação com qualidade e precisão.

“Esse processo exigirá profissionais capazes de criar projetos de excelente qualidade e projetos para fabricação”, afirmou. Para a arquiteta, essa tarefa requer equipes experientes, um recurso que ela reconhece no Uruguai.

A diferenciação também faz parte dessa proposta. Pallas explicou que competir em um mercado pequeno levou os escritórios uruguaios a desenvolver serviços com valor agregado e a incorporar uma visão empreendedora à sua prática profissional. Em sua opinião, essa capacidade de contribuir para o projeto e para os processos de construção constitui um ponto forte para trabalhar nos Estados Unidos.

A especialista destacou, além disso, a dimensão humana dos laços comerciais. “Somos produtivos, temos espírito empreendedor e muita experiência. Além disso, somos capazes de construir bons relacionamentos que perduram”, disse ela.


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