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Uruguay XXI realizou a primeira edição do Más Comercio Mujeres para impulsionar empresas lideradas por mulheres
Empresárias e empreendedoras de todo o país conheceram os apoios oferecidos por instituições públicas e privadas
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A preparação para exportar, as oportunidades de acesso a novos mercados, as ferramentas técnicas e o acesso a financiamento foram os eixos da primeira edição do Más Comercio Mujeres. O evento reuniu mais de 150 mulheres, entre representantes de instituições de apoio empresarial, empresárias e empreendedoras dos setores de bens e serviços.
A iniciativa faz parte do programa Más Comercio, que, desde 2022, leva ferramentas de apoio ao comércio exterior a todo o território nacional. Até o fim de 2025, o programa havia visitado duas vezes cada um dos 19 departamentos do Uruguai, realizado 40 oficinas com mais de 1.000 participantes e oferecido 130 mentorias personalizadas. Em 2026, até o momento, o ciclo já passou por Lavalleja, Salto, Paysandú, Colônia, Rivera e Tacuarembó, e prevê encerrar a programação anual em novembro, em Soriano.
A desigualdade de gênero nas exportações
Durante a abertura, a diretora executiva da Uruguay XXI, Mariana Ferreira, explicou que, das 1.045 empresas exportadoras de bens e serviços nas quais a agência identificou cargos de alta direção, 298 contam com pelo menos uma mulher nesse nível. Dos 2.209 cargos analisados, apenas 18,2% são ocupados por mulheres.
“Outro dado que se destaca é que, quando há mulheres na alta administração, há mais mulheres liderando em diferentes áreas. E esse é um efeito cascata muito positivo que precisamos impulsionar”, afirmou.
O relatório também destaca o papel fundamental das micro, pequenas e médias empresas na transformação desse panorama: 86% das exportadoras com liderança feminina são MPMEs. Dentro desse segmento, 82% apresentam predominância feminina na direção, ou seja, mais da metade dos cargos desse nível é ocupada por mulheres.
Nesse sentido, Ferreira ressaltou a importância de elaborar instrumentos baseados em evidências. “Para elaborar instrumentos específicos de política pública, primeiro precisamos gerar informações de qualidade. Os dados nos apresentam um duplo desafio: fazer com que mais mulheres tenham acesso a cargos de alta direção nas empresas exportadoras e criar as condições para que as empresas lideradas por mulheres possam crescer e se internacionalizar”, afirmou.
Acompanhamento, competitividade e mercados
Durante o encontro, foram abordados aspectos essenciais para a entrada no mercado externo, como a validação da proposta de valor, a classificação tarifária, os regimes simplificados de remessa, os modos de fornecimento na exportação de serviços e a identificação de oportunidades nos mercados internacionais.
A responsável pelo Más Comercio, Claudia Peisino, destacou o valor do processo de exportação como motor de aprendizagem empresarial.
“Vender no exterior permite crescer, inovar e ser mais competitivo, inclusive no próprio mercado interno. O caminho da exportação não precisa ser percorrido sozinho; a partir do Más Comercio, juntamente com as instituições parceiras, acompanhamos as empresas passo a passo para definir seu nicho, estruturar seus custos e aproveitar cada oportunidade comercial”, destacou Peisino.
Apoios e experiências para dar o próximo passo
O evento contou com dois painéis dedicados aos apoios institucionais e às experiências de empresárias exportadoras. O painel “Você não está sozinha: quem te acompanha e como”, moderado por Mariana Ferreira, reuniu representantes de instituições que apoiam o desenvolvimento empresarial. Participaram Ximena Cidrás, diretora nacional de Artesanato, Pequenas e Médias Empresas do MIEM; Soledad Marazzano, diretora da ANDE; Carmen Porteiro, presidente da União de Exportadores do Uruguai; Lucila Arboleya, presidente do LATU; e Jimena Martínez, coordenadora de Operações do INEFOP. A conversa apresentou às participantes as ferramentas e os serviços disponíveis para apoiar o crescimento de suas empresas.
A perspectiva empresarial ganhou espaço no painel “Exportar em primeira pessoa”, moderado por Cecilia Casulo, representante da Câmara de Indústrias do Uruguai na Convergência Empresarial de Mulheres do Mercosul e diretora da Câmara Uruguaia de Fabricantes de Máquinas e Implementos Agrícolas (CUFMA). Quatro empresárias compartilharam suas trajetórias nos mercados internacionais: Cecilia Mato, sócia e produtora da Navajo Charrúa; Mercedes Vera, codiretora da CoveArch; Nara Infantozzi, diretora da Infantozzi Materiales; e Fabiana Bracco, integrante da diretoria da Bodega BraccoBosca. Os relatos trouxeram experiências de diferentes setores e percursos de exportação.
A programação também incluiu visitas aos estandes institucionais, onde as participantes puderam esclarecer dúvidas diretamente com as equipes, além de espaços de troca de experiências e contato entre empresárias e organizações de apoio.
A iniciativa foi realizada em parceria com a Prefeitura de Montevidéu, a Organização de Mulheres Empresárias, Executivas e Empreendedoras do Uruguai (OMEU), o Instituto Nacional das Mulheres (Inmujeres), o MIEM-Dinapyme, o Banco República (BROU), o Correio Uruguaio, o INEFOP, o LATU, a Agência Nacional de Desenvolvimento (ANDE), a União de Exportadores do Uruguai (UEU), a Convergência Empresarial de Mulheres, a Universidade Tecnológica do Uruguai (UTEC), o Instituto BIOS, a Associação de Despachantes Aduaneiros do Uruguai (ADAU), a UNILOG e a DHL.