A VUCE incorpora a ANP à sua plataforma digital e avança na digitalização do comércio exterior

A Janela Única de Comércio Exterior (VUCE) assinou um acordo com a Administração Nacional de Portos (ANP) e a Dirección Nacional de Aduanas (DNA) para integrar registros e reduzir trâmites presenciais.
Data de publicação: 03/03/2026
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A Janela Única de Comércio Exterior (VUCE) incorporou a Administração Nacional de Portos (ANP) à sua plataforma digital em mais um passo rumo à modernização e simplificação do comércio exterior uruguaio. O acordo permitirá reduzir trâmites presenciais, digitalizar registros e fortalecer a interoperabilidade do sistema logístico.

A diretora-executiva da Uruguay XXI, Mariana Ferreira, destacou que a assinatura reflete uma visão compartilhada entre os órgãos envolvidos. “A existência de uma agenda comum entre a VUCE, a ANP e a Dirección Nacional de Aduanas visa aprimorar os processos, fortalecer a eficiência operacional e potencializar a produtividade da indústria do país”, afirmou.

Ferreira ressaltou que a VUCE tem sido uma ferramenta fundamental para a facilitação do comércio, integrando órgãos, digitalizando procedimentos e simplificando as operações dos operadores vinculados ao comércio exterior. “Os prazos de aprovação foram reduzidos, os custos para os setores público e privado diminuíram e a transparência dos procedimentos foi fortalecida”, observou. Nesse sentido, considerou que aprofundar a integração com o porto — principal porta de entrada e saída do comércio exterior — constitui “um passo estratégico que reafirma uma agenda coordenada do Estado voltada à transformação digital”.

Por sua vez, a coordenadora-executiva da VUCE, Daniela Vignolo, classificou o momento como um marco na evolução do sistema. “A VUCE nasceu em 2013 por iniciativa da Alfândega e hoje conta com mais de 300 procedimentos digitalizados, otimizados e simplificados, que tiveram um impacto significativo nos custos tanto do setor público quanto do setor privado”, lembrou.

Vignolo enfatizou que a incorporação da ANP representa um avanço necessário para uma integração mais profunda do sistema logístico. “Essa colaboração é fundamental, pois abre caminho para um comércio exterior muito mais eficiente. É natural que a VUCE evolua para a incorporação de portos inteligentes e de uma janela única marítima”, afirmou. Além disso, destacou que o trabalho conjunto visa “posicionar o país como um polo logístico regional e de investimentos”.

Em uma primeira etapa, a integração permitirá gerenciar digitalmente o registro e a atualização cadastral de Operadores Portuários, Agentes Marítimos e Despachantes Aduaneiros junto à ANP — procedimentos que até agora exigiam apresentação presencial e documentação física. A digitalização reduzirá prazos, custos administrativos e atrasos operacionais.

O presidente da ANP, Pablo Genta, destacou que o acordo está alinhado às diretrizes estratégicas definidas pelo órgão. “É colocar em prática o que definimos como objetivo: avançar na eficácia e na eficiência das atividades da ANP para promover e ampliar a competitividade do nosso comércio exterior, com sustentabilidade e incorporação de tecnologia”, afirmou.

Genta indicou que a meta é alcançar, até 2027, a digitalização total dos processos relacionados ao comércio exterior. “Vamos ganhar competitividade e oferecer um serviço melhor aos nossos clientes”, afirmou, no âmbito da estratégia de consolidação do modelo de Porto Inteligente.

Joaquín Serra, diretor da Dirección Nacional de Aduanas, ressaltou o alcance institucional do acordo. “Este acordo de cooperação é mais uma contribuição para posicionar o Uruguai como um polo logístico regional, um objetivo compartilhado pelo Estado e pelo setor privado”, afirmou.

Serra acrescentou que a iniciativa reflete o funcionamento de um Estado moderno baseado na cooperação entre órgãos públicos. “O primeiro passo é compartilhar o cadastro dos diferentes operadores de comércio exterior, mas há disposição para continuar ampliando a integração de processos e a simplificação”, destacou.

Com esse avanço, a VUCE segue ampliando a digitalização do comércio exterior, reduzindo cargas administrativas e consolidando um ambiente mais ágil, transparente e competitivo para o país.


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