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Biotecnologia no Uruguai: um ecossistema em expansão que se torna cada vez mais atraente para investimentos
Uma pesquisa nacional identificou 62 empresas de biotecnologia em atividade no país e confirmou o avanço de um setor intensivo em conhecimento, com sólida base científica, vocação inovadora e crescente projeção internacional.
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O Uruguai começa a mostrar, com números, que a biotecnologia deixou de ser apenas uma promessa para se consolidar como um ecossistema emergente, com capacidades instaladas, empresas inovadoras e condições que podem transformá-lo em um destino cada vez mais atrativo para investimentos.
O estudo Empresas de biotecnologia no Uruguai: características produtivas, tecnológicas e econômicas de uma atividade em crescimento, elaborado a pedido da Uruguay XXI, da Agência Nacional de Pesquisa e Inovação (ANII) e do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), identificou pela primeira vez, de forma sistemática, as empresas do setor e dimensionou uma atividade que combina ciência, inovação e potencial exportador. A pesquisa identificou 62 empresas biotecnológicas ativas, das quais 62% são startups, e analisou em profundidade 44 empresas, equivalentes a 71% do universo identificado.
O dado mais relevante não é apenas quantas empresas existem, mas como esse ecossistema está estruturado. Trata-se de um setor jovem, dinâmico e com uma expansão recente significativa: entre 2014 e 2025, foram fundadas 45 novas empresas de biotecnologia, das quais 84% são startups.
Esse crescimento reflete um ecossistema que vem gerando novos empreendimentos de base científica e tecnológica, muitos deles originados no próprio sistema de pesquisa.
É aí que reside um dos principais ativos do país. O relatório mostra que o Uruguai não concentra apenas empresas, mas também capacidades. Montevidéu e Canelones reúnem 85% das empresas, em um ambiente onde convergem universidades, centros de pesquisa, infraestrutura científica e talentos especializados.
Essa proximidade entre ciência e empresa é um dos fatores que ajudam a explicar por que o setor cresce — e por que pode se tornar atrativo para projetos de investimento de médio e longo prazo.
A análise também confirma que a biotecnologia uruguaia possui uma sólida base de conhecimento. O setor gera 539 postos de trabalho, com uma composição altamente qualificada: 44% dos empregados possuem diploma universitário e 11% têm doutorado. Nas startups, o perfil é ainda mais intensivo em ciência: 62% da equipe tem formação universitária e 31% possui doutorado.
Mas o atrativo do setor não se limita à disponibilidade de talentos. Há também sinais claros de dinamismo inovador. Em 2024, 66% dos esforços de inovação das empresas foram destinados a P&D, enquanto 70% das empresas lançaram novos produtos entre 2022 e 2024. Além disso, 34% introduziram inovações com novidade em nível mundial.
Esse perfil inovador também começa a se refletir na inserção internacional. As empresas analisadas registraram vendas de US$ 34,9 milhões e exportações de US$ 28,7 milhões, com uma balança comercial biotecnológica positiva de US$ 6,6 milhões.
Embora as empresas estabelecidas respondam pela maior parte desses valores, as startups apresentam outro sinal relevante para investidores: alta especialização biotecnológica, orientação global desde o início e forte atuação em propriedade intelectual.
Do ponto de vista da promoção de investimentos, esse aspecto é fundamental. A especialista em investimentos em Ciências da Vida da Uruguay XXI, Cristina Montero, destacou que contar com uma caracterização atualizada do setor “é muito relevante” para apresentar melhor o país a potenciais investidores. Segundo ela, trata-se de uma atividade “altamente intensiva em capital”, com demanda constante por investimento para avançar da pesquisa ao desenvolvimento e à comercialização, além de um “enorme potencial de impacto” em áreas como saúde, alimentos e sustentabilidade.
Os dados do estudo reforçam essa leitura. O Uruguai se posiciona como um polo onde convergem estabilidade, talento, capacidades científicas e apoio ao empreendedorismo — atributos especialmente valorizados pelas startups ao escolherem o país. Soma-se a isso um ecossistema que, embora ainda de pequena escala, já demonstra articulação entre empresas, academia, financiamento público e capital de risco.
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