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Uruguai fortalece sua estratégia florestal com novo investimento estrangeiro superior a US$ 100 milhões
A aprovação de um projeto industrial do grupo neozelandês Claymark reforça o posicionamento do país como um destino confiável para investimentos no setor florestal e madeireiro
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O Uruguai segue fortalecendo seu posicionamento como destino estratégico para investimentos no setor florestal e madeireiro, um dos pilares de sua agenda de desenvolvimento produtivo. Nesse contexto, a empresa neozelandesa Claymark, referência global na produção e exportação de produtos de pinus de alta qualidade, obteve o status de projeto promovido para um investimento industrial superior a US$ 100 milhões.
De acordo com matéria publicada pelo MercoPress, a Comissão de Aplicação da Lei de Investimentos (COMAP) aprovou formalmente o projeto apresentado pela Claymark Uruguay, subsidiária local do grupo, concedendo acesso aos benefícios previstos no regime de promoção de investimentos. A iniciativa está avaliada em aproximadamente US$ 103,5 milhões e será destinada à aquisição de máquinas, equipamentos e instalações fixas necessárias para o desenvolvimento de suas operações no país.
Segundo a publicação, a empresa fundamentou seu pedido de incentivos em compromissos concretos relacionados ao desenvolvimento econômico e produtivo. Nesse sentido, o MercoPress destaca que a Claymark “justificou seu pedido de benefícios ao se comprometer com a geração de empregos, o aumento das exportações e a incorporação de tecnologia limpa em seus processos produtivos”.
Atualmente controlada pelo grupo NZ Future Forest Products, a Claymark é a maior fabricante e exportadora de produtos premium de pinus da Nova Zelândia. A empresa opera sete unidades industriais e emprega mais de 600 pessoas, com forte foco em inovação, elevados padrões de qualidade e sustentabilidade. Para suas operações no Uruguai, está prevista a utilização de tecnologia europeia de última geração aplicada ao processamento avançado e à remanufatura de madeira, com o objetivo de consolidar sua presença em mercados internacionais exigentes.
O investimento é considerado um impulso relevante para o setor florestal uruguaio e está amparado por um ambiente regulatório desenhado para atrair capitais de longo prazo. O Uruguai promove ativamente o investimento nacional e estrangeiro por meio da Lei de Investimentos nº 16.906, administrada pela COMAP, que oferece estabilidade e previsibilidade aos investidores. A normativa se aplica em igualdade de condições a capitais locais e estrangeiros e estabelece que os benefícios fiscais — em especial a isenção do imposto sobre a renda das atividades econômicas (IRAE) — estão diretamente vinculados ao cumprimento de indicadores alinhados às prioridades estratégicas do país.
Esse novo projeto se soma a uma proposta de valor que posiciona o Uruguai como um destino altamente competitivo para o desenvolvimento do setor florestal e de base florestal. O país é reconhecido internacionalmente por sua estabilidade política, democrática e social, além de contar com uma base macroeconômica sólida que favorece investimentos bem-sucedidos. Além disso, oferece plena liberdade cambial, sem restrições à entrada e saída de capitais ou à remessa de lucros, dividendos e juros.
Outro diferencial relevante é a ampla disponibilidade de madeira de pinus no norte do país, proveniente de plantações certificadas e em plena produção. A oferta anual supera três milhões de metros cúbicos — volume significativamente superior à capacidade industrial instalada —, o que abre oportunidades concretas para empresas de primeira e segunda transformação mecânica.
A isso se soma a localização estratégica do Uruguai, que o posiciona como porta de entrada para a região, com soluções logísticas multimodais que integram transporte ferroviário, rodoviário e marítimo, infraestrutura portuária de alto nível, telecomunicações avançadas e uma matriz energética baseada majoritariamente em fontes renováveis, uma das mais desenvolvidas da América Latina.
O país também compartilha a mesma latitude dos principais polos florestais do hemisfério sul, com condições climáticas e de solo comparáveis às da Austrália, Nova Zelândia, África do Sul, Argentina e Chile, garantindo elevados níveis de competitividade internacional. Esse ambiente é reforçado por um marco jurídico estável e específico para o setor, respaldado pela Lei Florestal nº 15.939, que assegura boas práticas alinhadas às exigências internacionais de sustentabilidade.
A chegada de investimentos como o da Claymark confirma o potencial do Uruguai para avançar na transformação produtiva do setor florestal e madeireiro, promovendo maior valor agregado, geração de empregos de qualidade e uma inserção internacional baseada em sustentabilidade, eficiência e regras claras.
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