Estúdios de design de móveis participaram de um workshop sobre acesso aos mercados europeus

O workshop foi realizado online e liderado pelo business developer de renomadas marcas internacionais, Manuel Vizcaino.
Data de publicação: 07/05/2020
Partilhar:

A agência de promoção de investimentos, exportação e imagem do país, Uruguai XXI, juntamente com a Câmara Uruguaia de Design (CDU), organizou um workshop de apoio às empresas do setor de design de móveis para entrar no mercado europeu, dentro do marco do impacto econômico causado pela disseminação da COVID-19.

Manuel Vizcaino, desenvolvedor de negócios de várias marcas internacionais, foi o responsável por explicar as principais chaves para entender a indústria de A&D na Europa e detalhar os modelos de negócios e boas práticas.

Assista ao workshop completo

O objetivo do curso foi fornecer um guia para que os designers pudessem atender os mercados de varejo e de contratos de forma independente. Para isso, é necessário oferecer um produto de alta qualidade, com custos de produção e prazos de entrega razoáveis e preços competitivos que não afetem o lucro, observou o especialista.

Segundo Vizcaino, o mercado de contratos de móveis e acessórios no Reino Unido e Irlanda está estimado em 2,3 bilhões de euros por ano a preços de varejo, com os hotéis representando quase 50% da demanda. Há aproximadamente 500 empresas de móveis e iluminação atuando neste segmento de mercado, informou ele.

Na Europa este mercado envolve cerca de 90.000 pessoas e diversos tipos de produtos, desde móveis estofados até, assentos, luminárias, móveis de escritório e banheiro para hotéis, restaurantes, bares, mercado imobiliário, centros educativos, aeroportos, hospitais, navios de cruzeiro, iates, entre outros. Produtos bem-sucedidos devem ser acessíveis e fáceis de produzir em tempo e custo, disse ele.

Vizcaino recomendou manter um relacionamento cordial e claro com o revendedor contratado, a pessoa que irá comprar o produto, que será responsável pela instalação e pelo serviço pós-venda. No Reino Unido e Irlanda os jogadores mais importantes são Forza, Coexistence, Conran+Contracts e W2W.

No processo de negociação é fundamental prestar atenção ao conteúdo dos documentos para poder citar o produto, aconselhando o especialista. A oferta feita deve incluir a descrição do artigo e especificar a quantidade, o preço de varejo recomendado e excluir o IVA (um imposto que varia de acordo com o país).

É importante esclarecer informações que podem afetar o preço e o lucro, por exemplo, o tipo de moeda, se a entrega ao armazém registrado está incluída, se o produto deve ser entregue em endereço privado, o tipo de embalagem e acondicionamento que o produto requer, dependendo do meio de transporte e do prazo de entrega, entre outros.

No caso do Uruguai, Vizcaino recomenda excluir o custo de entrega no preço e aplicar a "lei dos 300%", a fim de incluir o lucro e os custos de produção. Por outro lado, é essencial levar em conta os impostos de cada país, assim como cumprir as regras dos regulamentos para móveis e acessórios para o Reino Unido, que não devem ser ignoradas para evitar surpresas desagradáveis, disse ele.

Os estúdios devem fornecer uma história coerente que descreva a marca e seus designers: sua inspiração, sua filosofia, seus valores e sua herança. Em suma, aquilo que os diferencia e dá valor extra aos produtos. "A melhor maneira de vender um produto é fazer o cliente se apaixonar pelo seu produto de uma forma romântica", disse Vizcaino.

Manuel Vizcaino é um experiente gerente de desenvolvimento de negócios com ampla experiência no setor de design de móveis e possui habilidades em negociação, varejo e atacado, gerenciamento e administração profissional na venda de obras de arquitetura e design de interiores em espaços comerciais e residenciais.


Top