O HUB DE NEGÓCIOS SE CONSOLIDA NO URUGUAI

Fecha de publicación: 10/07/2018

Devido ao talento uruguaio e ao ambiente de negócios favorável, o país se tornou um destino destacado para os investimentos em serviços globais.

O Uruguai se consolidou nos últimos 20 anos como base de operações das empresas para o resto da América Latina, devido a sua estabilidade e suas condições como país, assinalou a Efe Alejandro Ferrari, coordenador geral do Programa de Serviços Globais da agência Uruguay XXI.

O afiançamento do país austral como 'hub' está baseado além de na estabilidade econômica, financeira e política, em três plataformas chave com as quais Uruguay XXI - a agência estatal de promoção de investimentos e exportações - trabalha nas áreas de logística, comércio e serviços.

Ferrari explicou que é possível situar temporariamente o impulso do Uruguai como hub nos últimos 20 anos, um processo que foi iniciado com a aprovação da lei de Zonas Francas em 1987, bem como da lei de Promoção de Investimentos, que chegou um ano depois e que declarou de interesse nacional aos investimentos nacionais e estrangeiros.

De um lado, o país oferece em nível logístico uma localização estratégica que apresenta várias vantagens como, por exemplo, sua proximidade a mercados importantes como Argentina, Brasil, Chile e Paraguai, detalhou o diretivo de Uruguay XXI.

Dessa forma, muitas empresas escolhem o país para distribuir seus produtos na região, também ajudadas pelas diferentes vias de acesso aos mercados, como a rodoviária, a marítima e a aérea.

"O Uruguai tem vantagens multimodais em comparação com outros países. É possível chegar tanto em barco, quanto em avião ou por terra, o que oferece flexibilidade e alternativas para as empresas", garantiu.

Além disso, essa localização estratégica tem outros aditivos como os regimes de porto livre, aeroporto livre e o regime das zonas francas.

"As empresas podem centralizar no Uruguai, fracionar e eventualmente acrescentar mais valor a seus produtos, para depois distribuir e pagar os impostos somente quando ingressam esses estoques aos países", afirmou.

No que tange à plataforma comercial, Ferrari destacou que as empresas "podem centralizar" sua atividade no país e, por exemplo, fazer encargos para suas fábricas ou pontos de origem e depois vender a seus clientes, com uma "margem impositiva atrativa".

Isso último se apoia em centros localizados no Uruguai dedicados a supervisionar a cadeia logística, onde se coordena o traslado da mercadoria, a embarcação, seus custos, impostos e a chegada em destino.

Do lado dos serviços, o país dispõe de um "suporte administrativo e financeiro", que permite "o faturamento aos clientes, o pagamento aos fornecedores, os reportes financeiros, a tesouraria dos movimentos de dinheiro da empresa e o suporte às funções de recursos humanos", acrescentou Ferrari.

Para que o país continue crescendo como base de operações de empresas, é fundamental fazer ênfase nos recursos humanos e nos talentos, pois as plataformas - que podem ser combinadas entre si - "se nutrem das pessoas", assinalou Ferrari.

Nesse sentido, considerou que na formação é onde está o principal desafio para que o país continue crescendo.

"Do mesmo jeito que muitos países, temos um desafio de ter mais gente ligada aos assuntos tecnológicos, com conhecimentos baseados em matemáticas", acrescentou o responsável de Serviços Globais de Uruguay XXI.

Apesar do Uruguai ter se consolidando como hub regional, para Ferrari é importante seguir acrescentando vantagens competitivas, não somente para que as empresas escolham ao país, e sim para que aquelas que já o escolheram, permaneçam e se expandam.

"Concorre-se por coisas que se constroem e que todos os outros países estão brigando por ter". Acredito que ali há um desafio maior de ir construindo todos os elementos que contribuem com esse ambiente de negócios", concluiu. EFE

Fonte: EFE

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