- Início
- ¿Quem somos?
- Notícias
- Eventos
- EXPORTAR Exportar
-
COMPRAR
Comprar
ComprarComprarAlimentos e bebidas Alimentos preparados Alimentos saudáveis Arroz Azeite de oliva Carne bovina Caviar Doces, mel, e geleias Frutas Laticínios Vinhos TIC Desenvolvimento de
software Produtos tecnológicos -
INVESTIR
Investir
Investir
- MARCA PAÍS Marca País
-
PORTAL DE INFORMAÇÕES
Portal de informações
Portal deInformaçõesPortal deInformaçõesRelatórios Documentos de trabalho Estudos de comércio exterior Estudos de países Estudos departamentais Estudos setoriais Fichas Produto-DestinoInformação estatística Classificação Uruguay XXI Esforço Nacional Innovador Exportações Importações Monitor Macroeconômico Ferramentas Compradores Exportadores Investidores
- Contato
-
Línguas
As exportações de bens atingem o nível mais alto da última década e consolidam o perfil exportador do Uruguai
O Relatório Anual de Comércio Exterior 2025 da Uruguay XXI confirma que as exportações uruguaias de bens atingiram US$ 13,493 bilhões, com um crescimento anual de 5%, impulsionado principalmente pela carne bovina, pela soja e pelos laticínios
Partilhar:
As exportações uruguaias de bens totalizaram US$ 13,493 bilhões em 2025, o valor mais alto dos últimos dez anos. O registro representou um crescimento anual de 5% e consolidou a tendência positiva do comércio exterior, de acordo com o Relatório Anual de Comércio Exterior 2025 elaborado pelo departamento de Inteligência Competitiva da Uruguay XXI. O desempenho foi explicado principalmente pelo dinamismo dos produtos agroindustriais, em um cenário de melhora dos preços internacionais e maior demanda por parte dos principais parceiros comerciais.
A carne bovina foi o principal motor do crescimento das exportações. Em 2025, atingiu vendas de US$ 2,68 bilhões, um recorde histórico, com um aumento de 33% em relação a 2024. Esse desempenho deveu-se tanto ao aumento dos preços — que cresceram 19% em relação ao ano anterior — quanto à expansão dos volumes exportados, que atingiram 390 mil toneladas. Os Estados Unidos, a China e a União Europeia concentraram 82% das vendas do setor e registraram, em conjunto, um crescimento anual de 38%, impulsionado por menores produções locais e uma demanda per capita sustentada.
Ao longo do ano, as exportações apresentaram crescimento ano a ano em quase todos os meses, com exceção de fevereiro e outubro. Dezembro se destacou como o mês com o maior nível de pedidos de exportação, com US$ 1,1 bilhão e um aumento ano a ano de 17%. Nesse mês, a carne voltou a liderar as exportações, seguida pela celulose, enquanto também foram observados avanços nos produtos lácteos, concentrados para bebidas e colza.
No ranking anual de produtos exportados, a carne bovina representou 20% do total, seguida pela celulose com 17% e pela soja com 11%. A celulose, embora tenha se mantido como um dos principais itens, registrou uma queda de 9% no valor exportado, para US$ 2,307 bilhões, em consequência de uma queda nos preços internacionais, apesar de um aumento nos volumes embarcados. A China continuou sendo o principal destino do produto, embora com uma leve correção no valor, enquanto a União Europeia apresentou a maior queda.
A soja recuperou protagonismo e se consolidou como o terceiro produto exportado, com vendas de US$ 1.420 milhões e um crescimento de 18%. O aumento foi explicado por uma forte expansão dos volumes, que cresceram 29%, em um contexto de preços internacionais em queda. A China concentrou 86% das exportações do setor e novos destinos foram adicionados, como Argélia, Reino Unido e Nigéria, o que contribuiu para uma maior diversificação geográfica.
As exportações de produtos lácteos atingiram US$ 928 milhões, com um crescimento anual de 14%, impulsionado por melhores preços e um aumento moderado nos volumes. Argélia e Brasil concentraram mais de dois terços das vendas, enquanto os produtos uruguaios chegaram a mais de 80 mercados, consolidando a presença internacional do setor.
Por sua vez, o concentrado para bebidas totalizou US$ 753 milhões, com uma ligeira queda de 5%, associada a menores volumes exportados. Guatemala, México e Brasil mantiveram-se como os principais destinos, reafirmando o papel do Uruguai como plataforma regional de produção.
Além dos principais setores, destacou-se o desempenho do gado vivo, cujas exportações cresceram 28% e atingiram US$ 382 milhões, bem como o dos produtos farmacêuticos, que aumentaram 15% e totalizaram US$ 365 milhões, compensando parcialmente a queda de outros setores, como o de veículos.
Quanto aos destinos, a China manteve-se como o principal parceiro comercial do Uruguai, com compras no valor de US$ 3.493 milhões e uma participação de 26% do total exportado. O Brasil ficou em segundo lugar, embora com uma queda de 15%, afetado por menores vendas de veículos e arroz. A União Europeia ocupou o terceiro lugar, com um ligeiro aumento em valor, impulsionado pela forte recuperação da carne bovina, enquanto os Estados Unidos se consolidaram como quarto destino, com um crescimento próximo a 30%.
O relatório também analisa o núcleo exportador de bens, composto por cerca de 1.000 empresas que concentraram 99% do valor exportado e geraram cerca de 58.000 empregos diretos. Dentro desse universo, as grandes empresas foram responsáveis por 95% das exportações, enquanto as micro, pequenas e médias empresas representaram 83% das empresas, com uma participação mais limitada em valor. O setor pecuário liderou as exportações por atividade, seguido pelos setores florestal, agrícola e de alimentos e bebidas.
Por fim, o Relatório Anual de Comércio Exterior 2025 destaca o peso crescente das exportações de serviços. No ano móvel até setembro de 2025, elas atingiram US$ 7,325 bilhões, com um aumento de 2% em relação ao ano anterior, impulsionado pelo turismo e pelos serviços globais, que continuam se consolidando como um pilar estrutural da oferta exportadora uruguaia e um fator-chave para a diversificação e a inserção internacional do país.