O Uruguai está entre os cinco países emergentes com as melhores práticas em relação aos investidores

O IIF reconheceu a transparência da dívida pública e a divulgação de informações ESG do Uruguai
Data de publicação: 08/09/2026
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O Uruguai figurou entre as cinco economias emergentes e em desenvolvimento com as melhores práticas de relações com investidores e transparência financeira, de acordo com a edição de 2026 do Relatório de Relações com Investidores e Transparência da Dívida (Investor Relations and Debt Transparency Report), elaborado pelo Instituto de Finanças Internacionais (IIF). Com 47,38 pontos em um máximo de 50, o país ocupou o quinto lugar entre as 57 economias avaliadas e ficou em segundo lugar na América Latina, atrás apenas do Brasil.

O país ficou mais de dez pontos acima da média da amostra, que atingiu 37 pontos. Na América Latina, também superou o México, a Colômbia, o Chile, o Equador, a Costa Rica, o Panamá, o Peru, o Paraguai, a Argentina e a Bolívia. O ranking global foi liderado pelas Filipinas, pela Turquia, pelo Brasil e pela Hungria.

O IIF realiza essa avaliação desde 2005 para analisar as práticas adotadas pelos governos em suas relações com investidores, bem como a qualidade, disponibilidade e acessibilidade das informações econômicas e financeiras. A avaliação leva em consideração 23 aspectos, entre os quais a existência de programas formais de relacionamento, os canais de comunicação com o mercado, a publicação de informações históricas e prospectivas e a disponibilidade de dados sobre as finanças públicas.

Um dos principais resultados do Uruguai foi registrado na transparência da dívida pública, onde obteve 12,1 pontos de um máximo de 13, um dos mais altos da amostra. O indicador leva em conta a disponibilidade de informações sobre o nível e a composição da dívida, seu serviço, moedas e vencimentos, bem como a facilidade de acesso a esses dados.

O país também alcançou a pontuação máxima possível na divulgação de informações ambientais, sociais e de governança (ESG), com 4 pontos em 4, resultado que compartilhou com as Filipinas, a Hungria e o Chile. O relatório apresentou ainda o Uruguai como um caso de melhores práticas nessa área, o que inclui a divulgação de informações sobre compromissos climáticos e sociais, instrumentos de dívida vinculados a esses objetivos e avanços no cumprimento das metas assumidas.

O IIF denomina de “dividendo da transparência” o efeito que uma comunicação pública clara, previsível e oportuna pode gerar ao reduzir a incerteza dos investidores, ampliar a base de potenciais financiadores e favorecer o acesso aos mercados. O órgão adverte que essas práticas não substituem os fundamentos econômicos e fiscais, mas contribuem para que os investidores possam avaliar com maior clareza os pontos fortes e os riscos de cada economia. Nesse contexto, a posição do Uruguai reflete a consolidação de mecanismos institucionais voltados para a manutenção de uma relação estável e transparente com a comunidade internacional de investidores.


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