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O Uruguai reuniu líderes regionais das cadeias de suprimentos farmacêuticas no evento “Best Practices in Pharma Supply Chain 2026”
A sétima edição abordou a integração comercial, a segurança cibernética, a cadeia de frio, a resiliência e os talentos para o futuro do setor
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O Uruguai reuniu mais de 350 líderes nacionais e internacionais da indústria farmacêutica e da logística na sétima edição do “Uruguay Best Practices in Pharma Supply Chain”. O evento, organizado pelo Grupo Uruguay Pharma Hub, pela Uruguay XXI e pelo Instituto Nacional de Logística (INALOG), reuniu empresas, autoridades, especialistas e representantes do meio acadêmico para analisar os principais desafios e oportunidades da cadeia de suprimentos farmacêutica.
A cerimônia de abertura contou com a participação das ministras da Saúde Pública, Cristina Lustemberg; da Indústria, Energia e Mineração, Fernanda Cardona; e dos Transportes e Obras Públicas, Lucía Etcheverry. Elas foram acompanhadas pela diretora executiva da Uruguay XXI, Mariana Ferreira; e, em representação do Grupo Uruguay Pharma Hub, por Leticia Mantiñán, coordenadora da Cadeia de Suprimentos para o Uruguai, o Paraguai e a Bolívia na Boehringer Ingelheim. O evento foi declarado de Interesse Nacional pela Presidência da República.
Ferreira destacou a evolução de um encontro que vem acompanhando o desenvolvimento da indústria. “Esta atividade teve início há sete anos em uma sala da Uruguay XXI com 30 pessoas e hoje reúne mais de 350 participantes. O evento vem crescendo junto com o setor”, afirmou.
A diretora executiva da Uruguay XXI destacou ainda o caráter estratégico da indústria farmacêutica e o papel da articulação público-privada em seu desenvolvimento.
Em 2025, as exportações de produtos farmacêuticos, veterinários e dispositivos médicos atingiram US$ 406 milhões, enquanto o trânsito de produtos farmacêuticos totalizou US$ 969 milhões. O ecossistema reúne mais de 200 empresas diretamente ligadas ao setor e gera cerca de 8.400 empregos diretos, em sua maioria qualificados, refletindo as capacidades que o Uruguai desenvolveu como plataforma de produção, distribuição e serviços para a indústria.

A ministra da Saúde Pública, Cristina Lustemberg, destacou a importância do Uruguai como espaço para o intercâmbio e a capacitação. “É importante que o Uruguai seja um ponto de encontro para a discussão e a geração de conhecimento sobre o desenvolvimento constante, por meio da inovação, da aplicação de novas tecnologias e do talento qualificado”, afirmou.
Por sua vez, Fernanda Cardona classificou a indústria farmacêutica entre os setores estratégicos da política industrial do país e relacionou seu desenvolvimento à estratégia de posicionar o Uruguai como plataforma regional. “O Uruguai e este governo estão se dirigindo ao mundo para convidar as empresas a virem para o país, aproveitando seu potencial como centro regional”, afirmou. Entre os atributos do país, destacou a estabilidade, a certeza, a institucionalidade, a segurança jurídica, a infraestrutura e o talento.
“Se há alguma indústria no Uruguai capaz de crescer nos mercados, é a indústria farmacêutica”, expressou.
A dimensão logística foi abordada por Lucía Etcheverry, que destacou o processo de cooperação estabelecido entre empresas, operadores, fornecedores especializados e órgãos estatais. “É uma demonstração de um círculo virtuoso entre os setores público e privado”, afirmou, e ressaltou que essa articulação permitiu acumular especialização, conhecimento e capacidades ao longo dos anos.
Etcheverry destacou, além disso, que há margem para aprofundar a inserção internacional da cadeia de suprimentos farmacêutica, tanto na região quanto a partir das oportunidades abertas pelo acordo entre o Mercosul e a União Europeia, e propôs avançar em mesas de trabalho para construir um roteiro conjunto.
Do setor privado, Mantiñán destacou o crescimento do encontro e seu alcance além do Uruguai. “Ano após ano, ele vem se consolidando como um ponto de encontro para a cadeia de suprimentos da indústria farmacêutica no Uruguai, mas também como um espaço de referência regional”, afirmou. Nesse contexto, ele apontou como objetivo continuar fortalecendo o posicionamento do país como referência logística para o setor.
Mantiñán colocou, além disso, o paciente no centro das atividades da cadeia de suprimentos. “Por trás de cada indicador, de cada decisão, há um paciente. Uma pessoa que aguarda seu tratamento no momento certo e com a máxima qualidade. Esse é o verdadeiro sentido do que fazemos”, afirmou.
Uma agenda sobre os desafios do Pharma Hub

O evento prosseguiu com seis painéis e três apresentações internacionais, que abordaram diferentes dimensões da cadeia de suprimentos farmacêutica. A programação incluiu o ecossistema público-privado que sustenta o Uruguay Pharma Hub; as oportunidades proporcionadas pelo Acordo Mercosul–União Europeia; a transformação digital e a segurança cibernética; a cadeia de frio; a resiliência logística; o futuro do hub e as competências que a indústria exigirá dos profissionais. As apresentações internacionais ficaram a cargo de Claudia Roa, do DHL Group; Mónica Moncada, da Marken; e Eric ten Kate, da CEVA Logistics.
Por meio dessas trocas, a sétima edição voltou a destacar a articulação entre empresas, órgãos públicos, órgãos reguladores, operadores e a academia — uma das principais vantagens do Pharma Hub uruguaio para acompanhar as exigências de um setor cada vez mais integrado e especializado.
Saiba mais sobre o “Uruguay Best Practices in Pharma Supply Chain” aqui